quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
É aquela velha história: Para ser vendedor, tem que ter dom. A globalização nos dias de hoje, ou boa parte dela, faz com que as pessoas comprem por meio da famosa lábia. É outra coisa quando você entra numa loja e é bem recebido, que tem atenção e entendem o que você quer comprar.
Vou citar uma situação que ocorreu comigo: Tenho uma guitarra que comprei pouco mais de um ano atrás. É um modelo stratocaster, mas é só ela, não tenho amplificador. Foi em dezembro de 2010: Eu queria uma guiarra, mas não fazia ideia de qual modelo. Eu tinha preferência por modelos Les Paul, mas as Strato também me chamava a atenção. Então fui numa loja de indicação de um amigo meu, na cidade de Araras, São Paulo (onde morava). Chegando lá, já fui recepcionado por um atendente, do qual me deu total suporte: Me perguntou do que eu precisava, ao responder ele deu sugestões de guitarras relacionadas ao tipo de som, citou suas preferências e apresentou praticamente todos os modelos acessíveis de acordo com o que eu disse que poderia pagar. Até ofereceu umas mais caras, mas com formas de pagamento facilitadas. Ou seja: Dá gosto de comprar em um lugar como esse. Mesmo que não seja o lugar mais barato, mas você sai de lá com a sensação de ter feito bom negócio, de que o cara manja mesmo. É daqueles que você pode fazer mil perguntas (principalmente do meu tipo, que sou um leigo no assunto) e que responde todas, sem fazer cara torta.
Passou esse ano, eu só retornava à loja para comprar uma ou outra palheta, coisa boba. E poucas semanas atrás, resolvi dar uma olhada em algumas outras lojas (aqui em Curitiba) para ficar por dentro das opções de valores dos equipamentos, pois já estava afim de comprar um amplificador. E como já faz um bom tempo que tento tocar alguma coisa sem o essencial para quem toca guitarra, resolvi passar em algumas lojas para pesquisar modelos e preços. Entrei em uma e fiquei admirando os equipamentos ao redor da loja. E lá fiquei por mais ou menos 10 minutos, sem ser atendido. Tive de ir ao balcão e conversar com o suposto vendedor da loja, pois era como se não tivesse ninguém lá. Tinha gostado de um modelo, era "meia-boca" mas o valor estava atraente. Eu realmente estava com a ideia de comprar, mas o desânimo por parte dos funcionários deixou a desejar. Ele simplesmente perguntou o que eu queria, disse o valor do equipamento e só, nem teve o trabalho de me mostrar e comentar sobre o amp. Saí da loja rapidamente, e não comprei por essa justa questão: O péssimo atendimento.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Redes digisociais
A modernização é uma palavra perigosa. Engraçado hoje, você relacionar o que é moderno: O que hoje é moderno, amanhã será obsoleto. E a nossa sociedade vive presa nesse sistema do modernismo. Se for levar pelo lado sócio-cultural, tudo isso que vivemos atualmente pode ser mais simples do que parece. Já houve a época do iluminismo, pré-modernismos parte 1, 2 e 3, entre outras "fases" que nossas antigas gerações passaram para a gente. E essa fase que a gente está vivendo, põe um grande medo nas pessoas de dar game over. (como saber se esse medo não existe nas fases antigas?)
Tudo moderniza. Porque antes você tinha de ir à Pharmácia, e hoje você vai à farmácia? o mesmo com o Theatro (aham, que você vai ao teatro!). Porque antes você tinha que "bater pernas" para pechinchar algo para comprar, batendo de loja em loja e hoje você não sai de casa e recebe o produto na tua porta? Isso é modernização: Presa no sistema literário, pelo menos espero que sim. Acontece que a modernização acontece como um forno a lenha: demora para esquentar, mas depois de quente é dificil controlar sua temperatura. É o que há: Vinte anos atrás você comprava um toca discos. Você não se preocupava em guardar dinheiro para comprar o toca discos II, pelo contrário, tinha um alívio do tipo "ufa, comprei!". Hoje não, você compra um iAlgumacoisa pensando no iAlgumacoisa 2. A velocidade de modernização é muito alta, e a de obsolencia é maior ainda. Muitas vezes, quando você acaba de comprar, já ficou pra trás, pois no dia seguinte já lançaram um aparelho superior.
E isso é só uma fração dos problemas mentais da modernização. Há milhares de coisas que mudaram drasticamente, e eu insisto em dizer que foi para pior. Exemplo: Músicas. Que graça tem, comprar música pela internet? comprar é coisa de zero virgula algum por cento né, a maioria baixa na ilegalidade. Antes você tinha o Vinil ou CD, com capinha, na maioria bem feita, com arte no interior, letra das músicas e créditos. Hoje você escuta o som de alguma banda e não sabe nem de quem é. Aquele gosto assíduo de ser um fã número 1 de alguém está acabando aos poucos, pois a internet está criando milhões de "celebridades" de fundos de quintal.
A internet hoje não é mais uma coisa que seja saudável pra ninguém: É uma doença. Quem lê e-mail? Pouca gente. Quem lê jornal de verdade, daqueles impressos? O mundo está migrando para o Cloud Computer. Você acorda e vai pra tela do computador e só a desliga pra dormir.
E o pior de tudo é: saber que as pessoas não vê desvantagem nenhuma no uso da internet, e acha que é as mil maravilhas e que nada de ruim vai acontecer se ela ficar em casa, diante de uma tela. É como quem promove um comercial de bandas de acesso, alegando que se o filhão ficar em casa, é mais seguro do que ele sair na rua para ir numa lan house. É o fim da picada né?
O que eu não consigo entender, é como tudo isso foi chegar à esse ponto. Quem é geek, se recorda de pelo menos ler sobre como foi difícil o início dos computadores pessoais. Há uma cena no filme "Piratas do vale do silício" (Pirates of Sillicon Valey, ou Piratas da informática) em que Steve Jobs oferece uma ideia de computador pessoal para determinado empresário, e ele praticamente ri da cara dele. Hoje qualquer lugar que você entra tem um computador ligado. Isso soa um tom ironico do avanço de 50 anos em 5 de JK, mas falando disso não foi pro Brasil, foi pro Mundo. Só que 50 anos em 5 bytes. 30 milhões de pessoas em 30 milhões de perfils no orkut. E assim vai...
E o lado bom?
Tudo tem seu lado bom como manda a regra. Vai dizer que não é bom tuitar e ver que seu tweet recebeu um RT? de blogar, ou usar o tumblr, facebook e praticamente aprender com o google. Isso é muito legal. Só que a coisa poderia ser mais reservada. As pessoas não poderiam levar tudo isso tão a sério. Eu sou um péssimo exemplo para incentivar o contrário, pois trabalho com internet, conheci minha namorada no twitter e meu atual trabalho foi de contato com um cara que conheci na internet.
Acontece que as coisas não são dosadas. As pessoas esquecem da vida social lá fora, e ficam no computador esperando que alguma coisa de bom caia e que mude a vida dela. Ou tratar o twitter, orkut ou tumblr como pscicólogo para descontar suas tristezas, como se fosse resolver.
Esse senso de internet que ataca o mundo, prende as pessoas na tela e não deixa com que elas vivam a vida como deveria ser vivida, usando o corpo e não só a mente. Daqui vinte anos, o número de pessoas com doenças mentais será absurdamente enorme. Mas internet é uma coisa gostosa...
Google wins, flowless victory. Brutality.
Você não vai sair da sua casa pra ir ler um livro em alguma biblioteca, porque pode baixar um livro pelo google. Você não vai na casa do teu amigo passar uma tarde porque você pode falar com ele por msn. Essa é a doença da internet: deixa as pessoas acomodadas demais. Eu já ouvi comentário do tipo "Pra que eu vou aprender isso, sendo que quando eu precisar, é só procurar no google?" é bem assim :"xou burro mais uso o google." As pessoas não entendem que, por mais seguro que seja o sistema de intercominicação mundial de arquivos hospedados, algum dia, pode cair. E se cair meu amigo, o google não vai poder te salvar.
A essência sendo usada como vício
Acho o sistema de fluxo informacional da internet delirante. Não costumo usar o msn no trabalho, o que torna mais dificil a comunicação quando alguém quer me falar algo. Então hoje um amigo precisava falar urgente comigo, algo de trabalho mesmo, super importante e me mandou um tweet. No mesmo instante, o sistema Push do meu iPod Touch mandou uma mensagem com som mostrando o tweet dele. ou seja, a informação chega até você de um modo extremamente rápido, gratuito e funcional. E como o aparelho estava do meu lado, foi fácil ver o que ele tinha me mandado, assim, consegui falar com ele.
É uma vantagem a parte. Usar esse sistema para esse fim, é uma coisa extraordinária. Mas acredito que esse sistema exagera ou as pessoas abusam dele e não conseguem largar. As pessoas estão cada vez mais, vivendo menos. Deveria haver moderação. Vai numa festa, mande um tweet, a pessoa recebe via push ou sabe lá o que. Ou um convite via facebook. Tem um amigo que não vê há anos? adicione no orkut, mantenha contato. Mas não fazer das redes sociais, a sua rede social, a sua vida, o seu mundo, seu círculo. E é o que a maioria está fazendo: Deixando o mundo de lado, para trocar tweets o dia todo, ou alimentar sua fazenda virtual.
E se...
Um dia as redes sociais acabassem? Imagine num golpe muito ninja, do qual derrubasse as grandes muralhas dos sistemas de rede e levasse pro fundo do poço todas as redes sociais a ponto de ser irreversível. O sistema destruído, os bancos de dados idem, e todos os perfils das pessoas virariam pó. Qual seria a reação mundial? sairiam pela cidade para botar fogo em tudo quanto é canto? Tentariam linchar os geniozinhos criadores das redes ou geraria uma revolta que não é imaginável? E se todo esse sistema global da informação em tempo real sumisse, e as pessoas teriam de ser obrigadas a comprar jornais impressos pela manhã, andar de loja em loja e fazer seus músculos funcionarem. Dá pra imaginar nossa sociedade hoje, sem computadores?
sábado, 20 de novembro de 2010
Ganhe tempo
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Tecnologia do SS Titanic
Eis um texto que tenho orgulho de apresentar. Trata-se de um estudo aprofundado sobre as tecnologias presentes no RMS Titanic. Vamos lá.
Construir um navio grande, confortável, luxuoso, bonito e rápido. Esses eram os comuns pontos chaves utilizados pelas companhias de navegação. Falando do Titanic, a primeira a pensar a fundo nesses quesitos foi a Cunard, construindo os navios RMS Mauretania e Lusitania, motivos suficientemente grandes para que a White Star Line fizesse algo maior.
É início do século XX. Todo o sistema de propulsão nesta época, motorização e afins, eram heranças bastante maduras da máquina a vapor, inventada no século XVIII. A época era do início dos carros que começavam a utilizar combustível como gasolina ou álcool (Ford T), mas máquina a vapor era bastante comum (e como única opção) em navios.
O desenvolvimento lógico da tecnologia do Titanic era, além de surpreender, utilizar os últimos recursos tecnológicos presentes na época*, como sistema de telégrafos, propulsão feita por dois hélices laterais (vai motores) e uma turbina central, interior de primeira classe detalhadamente decorado, com artigos caros como madeira e metais nobres. Elevadores, café varanda, lounge, cabines decoradas com cores de paredes diferentes, banho turco, ginásio e uma sala de jantar de fora a fora no navio com capacidade para quinhentas pessoas.
Tudo para superar as características aplicadas nos navios da rival.
*A Cunard ainda estava à frente no quesito velocidade. Ela já utilizava um “quadri-hélice” fazendo com que os navios ganhassem alguns nós a mais. Mas isso não era problema para a White Star Line, já que um motor tão forte quanto iria engolir muito carvão. Então ela decidiu fazer um motor forte, mas se focar muito mais no luxo e conforto aos passageiros.
Motores e Propulsão
Os motores do Titanic eram verdadeiras obras de arte. A composição era três máquinas a vapor, sendo dois motores imensos lateriais (para os respectivos hélices de bronze com três lâminas, esquerdo e direito) e uma turbina central Parsons, de baixa pressão que fazia girar um hélice menor, também de bronze, com três lâminas.
O Funcionamento de uma máquina a vapor
O funcionamento de um motor a vapor depende de uma energia calorífica para realizar sua tarefa. O vapor é resultado da queima de combustível (carvão) vindo de uma fornalha. O calor das fornalhas leva a transformação do estado da água, que esta em estado gasoso (vapor) utiliza um espaço maior que a água em estado líquido em si. A máquina a vapor funciona de acordo com as leis da termodinâmica.
De forma resumida, o calor é considerado uma forma de energia, por tanto pode ser utilizado para trabalho.
O resultado enfim, em casos é quando o vapor em alta pressão atravessa a turbina a fazendo girar. Noutro caso, a energia é utilizada para deslocar um êmbolo em um movimento vaivém.
Simulação do funcionamento do Motor do Titanic
No video é possível ver os cilindros e pistões trabalhando em sua velocidade máxima, assim que o vapor sai da caldeira (que está em expansão). Os motores também continham um eficiente sistema de economia, que reutilizava o vapor que seria desperdiçado como escape. Haviam 29 caldeiras e 159 fornos para distribuir cerca de 8 mil toneladas de carvão.
Dados técnicos:
Motores:
Altura: 9,14 metros
Peso: 1,000 toneladas
Força: 16,000 HP (Horse Power, ou 16,000 cavalos)
Diâmetro do Cilindro (HP): 1371,6 mm (54″)
Diâmetro do cilindro IP (força intermediária): 2133,6 mm (84″)
Diâmetro do cilindro LP (pressão baixa): 2463,8 mm (97″)
Turbina:
Pressão PSI (Pounds per square inch – Libras por polegada quadrada): 9 PSI
Força: 16,000 HP
Anteparas
Anteparas são chapas de metal longitudinais ou transversais que serve para delimitar espaço interno no interior dos navios. No caso do Titanic elas também serviam para separar os compartimentos estanques.
Ele possuia quinze anteparas de 1/2″ que o divida em dezesseis compartimentos estanques. As anteparas eram fechadas por comportas a prova d’água, uma tecnologia que ajudou torná-lo praticamente insubersível. Isso garantia que o navio flutuasse com quatro compartimentos cheios d’água. Porém no ato de seu acidente, o Iceberg abriu uma extensão de buracos de mais ou menos noventa metros atingindo até o sexto compartimento. Por isso o naufrágio foi inevitável.
Chaminés
O escape das máquinas era distribuído por três chaminés, de 19 metros de comprimento. Porém existia uma quarta chaminé, mas este último não exercia sua verdadeira função. A White Star colocou a quarta chaminé para deixá-lo com um aspecto mais impressionante. Mas servia também para otimizar a ventilação local.
O corpo das chaminés
As chaminés do Titanic, tal como do Olympic e Britannic tinham exatamente os mesmos tamanhos e respeitavam a mesma ordem de função (a quarta chaminé sempre por estética). Elas tinham dezenove metros de altura e eram visivelmente presas ao convés por doze reforçados cabos de aço cada.
Cores
As chaminés dos navios de época eram coloridas para distinguir-se de suas companhias rivais. Era uma das outras características que envolve este assunto, pois que os conhecia, saberia de longe qual navio pertence a qual companhia. Os navios da White Star Line tinham a chaminé com o corpo colorido e com a ponta pintada de preto. Mas afinal, qual a correta tonalidade da chaminé do Titanic? Amarela, Laranja, Vermelha?
É interessante que, em filmes, ilustrações, pinturas e desenhos, há uma grande variação de tonalidades aplicadas no corpo das chaminés. É difícil saber exatamente o tom de cor aplicado nas chaminés do Titanic e fica mais difícil ainda com as grandes variações que circulam.
O filme “Titanic” lançado em 1997 mostra com riqueza de detalhes os quatro cantos do Titanic de forma bastante fiel, mas também possui as chaminés laranja com um tom bastante forte. Em cenas, parecem vermelhas. Noutras, são mais claras. Uma coisa é certa: em todas as ilustrações, filmagens e réplicas do Titanic sempre colocam uma pequena faixa amarela no casco, dividindo a área preta dos decks superiores, brancos. Elas costumam ter uma tonalidade amarelo ouro, mais voltada para o laranja. Seria estranho e desordenado, por parte da White Star, pintar uma faixa amarela no casco e as chaminés de vermelho. Então para manter a sintonia e combinação de cores, é bem provável que as chaminés tinham a mesma cor da faixa que percorre o casco de fora a fora. Por este lado, as chaminés teriam uma tonalidade amarela “ouro”, voltada para o laranja.
Telégrafos Marconi
O Titanic era equipado como anteriormente citado, com itens de tecnologia de ponta. Havia dois telégrafos Marconi instalados no Titanic, o que possibilitava uma comunicação sem fio. A instalação dos telégrafos era ligada em três principais partes do navio da seguinte forma:
Estação 1: Ponte de comando, logo abaixo da primeira chaminé. Ali era o ponto principal de comando do navio.
Estação 2: Plataforma de partida, localizada na sala alternativa dos motores. Aqui continha os controladores dos motores do navio.
Estação 3: Tombadilho. Localizado na popa, é praticamente um andar de observação superior. Serve também como um posto de emergência, se caso o timão principal apresentar qualquer defeito, ela servirá para manobrar o navio.
Fonte: titanic.marconigraph.com
Âncoras
O Titanic era equipado com 5 mega-âncoras de peso. E que peso. Havia uma âncora pouco menor na popa próximo da bandeira. Inclusive, ela ficava presa bem próxima à balaustrada, que do lado de fora havia uma placa com um aviso em vermelho (NOTICE: THIS VESSEL HAS TRIPE-SCREWS, KEEP CLEAR OF THE BLADES). Na proa, tinha duas lindas e pesadas âncoras de cada lado do casco, que eram operadas por gigantes correntes que ficavam na parte superior do deck. No mesmo local onde ficam as correntes bem na ponta da proa há outra âncora, a central, que pesa pouco mais de 15 toneladas. O peso era tão grande, que foi preciso por um pequeno guindaste para erguê-la. As âncoras foram produzidas por Noah Hingley & Sons of Netherton. O modelo ainda é utilizado nos dias de hoje.
O custo de uma âncora como aquela gira em torno de 34, 000 Euros.
Segurança
O Titanic era equipado com vinte botes salva-vidas, sendo dezesseis fixos e quadro desmontáveis. Não era suficiente para todos a bordo, apenas para pouco mais da metade. Entretanto havia coletes salva vidas para todos a bordo. Nem todos os botes foram lançados com passageiros, eis um dos motivos para a maioria ter um final absolutamente trágico. Após o desastre do Titanic, foi obrigatório por lei que os transatlânticos tivessem botes suficientes para todos a bordo.
sábado, 18 de setembro de 2010
Breve nota sobre os inquéritos do naufrágio do SS Titanic
Antes mesmo dos sobreviventes chegarem à Nova Iorque, as investigações estavam preparadas para tentar descobrir o que de fato ocorreu na noite do naufrágio. O senado dos Estados Unidos deu início a um inquérito sobre a catástrofe em 19 de abril, um dia após o navio Carpathia chegar à Nova Iorque. O presidente do inquérito, senador William Alden Smith reuniu contas, por parte dos passageiros e tripulação. Smith também solicitou a intimação dos cidadãos britânicos enquanto estavam em solo americano. Isso fez com que todos os sobreviventes fossem impedidos de voltar as suas respectivas cidades antes de responder ao inquérito, que durou até 25 de maio.
A câmara britânica foi dirigida por Lord Mersey. O inquérito britânico ocorreu entre 2 de maio e 3 de julho. Cada um tomou depoimento dos passageiros e tripulantes do Titanic, o capitão do Carpathia (navio que resgatou os sobreviventes) Arthur Rostron entre outros. As investigações primordialmente concluíram que, havia muitas irregularidades técnicas no Titanic, fazendo com que algumas leis fossem acrescentadas e outras alteradas. Várias melhorias de segurança foram implementadas para navios de rotas transatlânticas, incluindo o acesso total ao navio para a saída dos passageiros, botes salva-vidas suficientes para todos a bordo, realização de exercícios de segurança, comunicações via rádio, etc. Foi concluído também que, o Titanic possuia botes salva-vidas suficientes para todos de primeira classe, e não para os demais de classes inferiores. A maioria dos passageiros de segunda e terceira classe não fazia ideia de onde se localizava o convés dos botes, muito menos alguma forma de como chegar ao mesmo. A localização no navio era feita por placas, isso mudou mais tarde, colocando plantas de cada andar em quadros nas paredes.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Robert Ballard
Nascido em 30 de junho de 1942, Robert Duane Ballard é um oceanógrafo que ficou conhecido justamente pela descoberta de navios famosos, e pelo seu trabalho em arqueologia subaquática.
Ballard cresceu em Pacific Beach, em San Diego na Califórnia. Em 1962, começou a trabalhar para Andreas Rechnitzer’s Ocean Systems Group da North American Aviation. Em 1965, foi graduado pela Universidade da Califórnia em química e geologia.
Seu primeiro mergulho em um submersível, foi em 1969, ao largo da costa da Flórida. Em 1970, começou um projeto de mapeamento da área do Golfo do Maine para sua tese de doutorado.
Buscando o Titanic
A notícia correu o mundo. Em 1985, O oceanógrafo Dr. Robert Ballard descobriu os destroços do Titanic. Os brilhantes olhos de fãs, amadores e até mesmo sobreviventes, puderam ver as caras do navio falado durante todo o século. Durante a expedição, Ballard comprovou: O Titanic, realmente havia partido em dois. Sua aparência, não era das melhores, mas a emoção de vê-lo novamente, foi muito maior de quando ele estava em cima do mar.
Abordo do navio de investigação francês Le Suroît, em 1985 Ballard começou a fazer uma varredura a procura do Titanic. Ele precisou ser transferido para um navio de Woods Hole. A viagem estava para ser financiada pela Marinha, mas ela não estava interessada em gastar uma nota valiosa para esta ocasião, mas de outro lado estava interessada em descobrir o que acontecera com o grande vapor.
Em um acordo feito com a Marinha, Ballard conseguiu o financiamento para a expedição do Titanic. Em 22 de agosto de 1985 descobriram finalmente descobrem um rastro de destroços, provavelmente do Titanic. O navio em si foi descoberto no dia primeiro de setembro do mesmo ano, porém foi pouco explorado. Em 12 de julho de 1986, a equipe retornou ao sítio arqueológico do Titanic a bordo do Atlantis II, para os primeiros estudos concretos do navio, e dera início à remoção dos artefatos. Atualmente, a empresa RMS Titanic, Inc., detém os direitos dos artefatos e há mais de 6 mil artefatos catalogados que fora removidos.
A exploração dos Destroços
A NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) contém em seu site, o diário de bordo, filmagens e slideshows da exploração do navio. Devido às inúmeras explorações e artigos contidos no site, abaixo estão os links diretos das páginas do Titanic, inclusive, você pode ter acesso a imagens em alta resolução da proa do navio.
NOAA Ocean Explorer: RMS Titanic Expedition 2003
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/03titanic/welcome.html
NOAA Ocean Explorer: RMS Titanic Expedition 2004
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/edu/edu.html
High Resolutions Wreck images:
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/welcome.html
The Bow exploration video: (Quicktime):
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/media/movies/titanic2004_qt640.html
NOAA Ocean Explorer Titanic Gallery:
http://oceanexplorer.noaa.gov/gallery/cultural/cultural.html#titanic
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Edward John Smith
Capitão Edward John Smith, apenas conhecido como Smith foi quem comandou a viagem inaugural do Titanic. Era fim de carreira, o experiente capitão estava prestes a se aposentar, mesmo se o Titanic não tivesse afundado, seria o último de sua carreira que iria comandar.
Resumo
Edward John Smith (27 janeirmo de 1850 – 15 de abril de 1912) nasceu em Hanley, Stoke-on-Trent. Em 12 de julho de 1887, casou-se com Sarah Eleanor, com quem teve sua filha Helen Melville Smith, que nasceu em Waterloo, Lancashire, em 1898. A família vivia em Southampton.
Smith, o capitão
Smith se juntou a White Star Line em março de 1880, como o quarto oficial do navio Celtic. Em 1887, ele recebeu seu primeiro comando da White Star Line, comandando então o SS Republic. Em 1888, ganhou seu certificado de mestrado e ingressou na Royal Naval Reserve, que se classificava como um tenente. Isso significava que, em tempos de guerra, Smith poderia ser chamado para servir a Marinha Real.
Em 1895, foi capitão do Majestic, do qual ficou por nove anos. Quando se iniciou a guerra dos Boers em 1899, Smith foi chamado para o transporte de tropas no Majestic para a Colônia do Cabo. Duas viagens foram feitas até a África do Sul, sem incidentes. Smith ganhou a Medalha de transportes em 1903, então foi considerado como um capitão “confiável”.
Pouco tempo depois, tornou-se o comodoro da White Star Line. Alguns passageiros só embarcariam se o navio fosse comandado por ele. Ele ficou conhecido como o “Capitão dos milionários” porque a classe alta da Inglaterra geralmente eram os únicos que pediam para ele estar no comando dos navios. Depois que ele se tornou comodoro em 1904, virou rotina para Smith comandar os navios mais novos.
Em 1904, foi dado o comando de um dos maiores navios do mundo na época, o Baltic. Sua viagem inaugural de Liverpool a Nova Iorque foi um sucesso. Após três anos comandando o Baltic, Smith foi chamado para comandar outro navio enorme, o Adriatic. A viagem também foi um sucesso. Durante seu comando neste navio, Smith recebeu uma promoção para comandante. Ele passava a assinar seu nome como “Comandante Edward John Smith, RD, RNR”.
Ele foi considerado um dos capitães mais experientes, e por isso foi chamado para assumir o comando do mais novo trio de navios da White Star (e maiores também): O Olympic. A viagem inaugural de Liverpool a Nova Iorque foi um sucesso, e concluída em 21 de Junho de 1911. Mas houve alguns incidentes com o grande Olympic. Em 20 de setembro de 1911, houve uma colisão com o HMS Hawke. Embora o acidente abriu dois compartimentos do Olympic cheios e um de seus eixos de hélice totalmente torcido, ele foi capaz de voltar para Southampton. No inquérito, o Olympic tomou a culpa do incidente, devido a seu gigantesco tamanho, do qual pode ter gerado uma sucção que puxou o HMS Hawke a seu lado.
Em tempo: Este e outros pequenos incidentes com o Olympic foram responsáveis pelo atraso da construção do Titanic. Algumas peças foram retiradas dele, para reparar danos no Olympic.
Fim de carreira: a bordo do RMS TITANIC
Em 1912, o experiente capitão Smith foi nomeado novamente para comandar o maior transatlântico da época: O RMS Titanic. Algumas fontes diziam que, Smith decidiu se aposentar após completar a viagem inaugural do Titanic, um artigo na manhã de Halifax Chronicle em 9 de abril de 1912, afirmava que o capitão permaneceria no comando do Titanic até que a empresa (White Star Line) aposentasse o grande vapor.
10 de abril de 1912. Dia da grande viagem. Smith toma um táxi, vestindo um casaco longo e chapéu para ir até as docas de Southampton. Após sua partida ao meio dia, a grande quantidade de água deslocada causou um imprevisto: uma aproximação exagerada com o SS New York. Por sorte, os funcionários da White Star conseguiram evitar a colisão.
Smith morreu no Titanic e seu corpo nunca foi encontrado. Não se sabe como o Capitão desapareceu. Fontes afirmam que Smith entrou na ponte alguns minutos antes da quebra.
Atualmente, Edard John Smith é um nome que se deve respeito a todos aqueles que seguem uma carreira naval ou que apenas admira (como eu). Ele foi um herói em navegações passadas e um exemplo digno de um bom capitão. Atualmente em Beacon Park, Lichfield na Inglaterra, há uma estátua feita em sua homenagem.



