quinta-feira, 12 de maio de 2011

SS e RMS, no fundo é a mesma coisa

Já postei aqui várias vezes, chamando navios por "SS" ou "RMS". Já chamei "SS Titanic" e "RMS Titanic". Mas não há notável diferença entre as siglas, elas significam a mesma coisa, a diferença é quando aplicar cada uma.

SS significa "Steamship", ou seja, navio a vapor.

RMS significa "Royal Mail Steamship", ou seja, navio a vapor classificado para transportar passageiros e cargas.

Quando utilizar cada sigla? depende do que se diz. Para mencionar apenas um navio diante de uma história, não há problemas em mencionar "SS Titanic", no caso de explicação técnica ou assunto mais afundo, poderia usar RMS.

Mas no geral, é a mesma coisa.



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Enlace dos anos 80

Tem algo enlaçado nos anos 80 que me chama a atenção. Não vivi, mas tenho um momento anos 80 na minha vida: Livro: A ira dos Anjos; Música: Take on me - A-ha; Filme: Dirty Dance.

É uma sensação estranha, boa, mas estranha. Tenho histórias sobre a década de 1980 arquivadas; lidas por revistas, ou ouvidas por quem viveu. E todas boas, bastante boas. Tem coisas que se não tivesse mudado, talvez minha visão do mundo não seria tão ruim. Talvez eu não seria tão exigente, talvez eu não reclamaria de tanta coisa. As pessoas nos anos 80 tinham maior facilidade para aceitar as coisas. Um disco de Vinil é caro, se não posso comprar, paciência. Era assim, não tinha o que fazer, hoje tudo se dá um jeito, se você não pode comprar um disco original, você vai na internet e acha o que quer. Se não pode comprar algo caro, você divide em inúmeras vezes, mas compra. Essa facilidade me irrita, me encomoda.

Nos anos 80, você aprendia as coisas pra valer. Ou virava um burro de verdade, não tinha como esconder. Hoje você tem o Google, seu escudo intelectual. Você pode não saber de nada, mas demonstra ser um cara super intelectual. Naquela época, ou você sabia ou não sabia nada.

Tinha mais vida. Tinha mais contato físico, mais telefone, mais cartinhas, mais romance. Nada de telinhas dentro de bolsos, telonas nas salas e mais telinhas em cantos de lanchonetes. Televisão era algo bom, porem não muito essencial. Era melhor uma lambreta, uma jaqueta de couro e um poster do The Doors na sua parede para sua mãe te chamar de revoltado.

Pra ler você tinha que abrir um livro, pegar um caderno, uma revista, um jornal. Tinha que aguentar as letras com serifas borradas e não podia reclamar da qualidade das fotos, a culpa é da revelação. E pra escrever, bem, se tivesse letra feia levava reguada na mão até aprender. E abrisse a boca pra reclamar, apanhava mais. Hoje isso não existe. O mimo que o governo criou, chamando de leis, transformou as pessoas. A disciplina pouco se aplica, pouco se define o que é respeito diante de uma hierarquia. Não existe mais o respeito pelo professor como deveria, ser considerado como mestre, por mais chato e insuportável que ele pudesse ser. Antes tinha respeito, pelo menos aparente.

Tinha que acordar mais cedo pra ligar os carros a alcool no inverno. Esquentar o motor, puxar o afogador caso ele morresse. EMBREAGEM EXISTIA E CONTRA-GIRO TAMBÉM. Carro carburado e motor forte pra impressionar as gatinhas. Ford Escort brigando de frente com o Kadet, e era a sensação do momento. Carro que recolhia a antena sozinho era coisa de outro mundo. E era legal, muito legal. Odeio transmissão automática, odeio computador de bordo, odeio marcador de velocidade digital, isolamento de som interno... Quero ouvir o ronco do motor, o barulho da mudança de marcha, quero sentir o carro andar, não quero que ele dirija por mim.

Nas casas de baladerios, tocava New Order, Erasure, Depeche Mode, A-ha, Abba. E isso quando o rock não comandava pra valer. Independente do gosto, a qualidade sonora era culta. New Order, apesar de um pouco modinha em uma época, tem musica boa pra caramba. E quem viveu, diga se não se lembra da Broken Wings, Bizarre love Triangle, A little respect, Maniac... Com os clássicos chiados do vinil, ou os barulhos estranhos feito pela fita em seu walkman. Ou aquele cheiro de fusível recheado de óleo, do seu aparelho de som super forte, que a luz do indicador ficava tremendo até ele esquentar.

As garotas vestiam saias curtas, colocavam roupas sensuais e não eram tão extravagantes. A época tinha controle, tinha impacto, no geral tinha a cabeça no lugar. Não é o mesmo que hoje. Mulher que namorasse tinha respeito, na maioria, era respeitada.

Não tinha essa de o talentoso desconhecido. Pra ser reconhecido tinha que ralar um monte, não como hoje, porque alguém tem um blog de sucesso se considera o tal, porque tem um super blog. Fama tinha feeling, tinha sacrificio, tnha dom. Tinha que saber fazer alguma coisa relevante, legal, não apenas escrever bobagem pra todo mundo rir.

Receber carta tinha um feeling. O coração disparava, o toque do papel louco para abrir pra ver o que estava escrito. O cheiro de carta, aquela coisa de receber uma correspondência. Coisa real.

O mundo era real. E está deixando de ser. Infelizmente. As pessoas estão migrando sua vida pra dentro de um browser. E que me chamem de radical, mas to ficando de saco cheio de tecnologia.

terça-feira, 10 de maio de 2011

"Crise profissionalista"

Todo mundo passou por isso, eu acho.

Chega uma hora na sua vida que opções não te complementam mais: Você precisa escolher, entre tantas opções, uma só. Pra muitos é dificil, pra alguns nem tanto. Conheço gente que nasceu apaixonada por uma profssião e nunca mudou de ideia, certamente jamais teve esse problema, que chamo de "crise profissionalista". Mas pra quem gosta de vários ramos, o bicho pega. Eu fico olhando pra quatro horizontes e me perco para qual eu irei. Gosto de carros, navios, programação de internet e cérebro psicologia.

Carros

Meu sonho desse horizonte era ter um galpão enorme do qual eu iria apenas mexer com carrões antigos. Isso mesmo, pegar os escombros de ferro velho e transformá-los em verdadeiros monumentos esculpidos que fazem brilhar os olhos. Pra isso não precisa só de paixão, se assim fosse já o teria feito. Precisa de capita grande pra começar, o que complica a coisa. E nem sempre o retorno é sustentável. Se você for profissional da area, let me know.

Navios

Amo de paixão. Quase prestei engenharia naval, me preparei, fiz kumon de matemática e desisti. Acho legal falar sobre engenharia, teorias e como funciona, mas eu ficaria na parte de ideias, não de engenharia em si. Queria talvez desenvolver padrões, design de cascos e tecnologias legais para navios de grande porte. Mas eu não teria tempo nem pra respirar direito.

Programação de internet

Minha atual função. Faço layouts de sites, transformo em css e os programo, crio dinamicamente em PHP, converto para Wordpress ou deixo estático mesmo. Adoro o que faço, gosto muito de criar esse tipo de coisa, me sinto bem fazendo isso. Mas se eu pudesse ficar nesta area ganhando bem com horário fixo, certamente ficaria neste ramo.

Psicologia

O que pretendo me formar. Gosto de vertentes voltadas pra psicanálise, amo estudar o comportamento da mente humana e pesquisas sobre o que influencia na resposta do corpo e atividades mentais. Atualmente é a minha opção escolhida. Espero me dar bem.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como dizia um jornalista que admiro: Educação e um copo d'água não faz mal a ninguém!


É aquela velha história: Para ser vendedor, tem que ter dom. A globalização nos dias de hoje, ou boa parte dela, faz com que as pessoas comprem por meio da famosa lábia. É outra coisa quando você entra numa loja e é bem recebido, que tem atenção e entendem o que você quer comprar.
Vou citar uma situação que ocorreu comigo: Tenho uma guitarra que comprei pouco mais de um ano atrás. É um modelo stratocaster, mas é só ela, não tenho amplificador. Foi em dezembro de 2010: Eu queria uma guiarra, mas não fazia ideia de qual modelo. Eu tinha preferência por modelos Les Paul, mas as Strato também me chamava a atenção. Então fui numa loja de indicação de um amigo meu, na cidade de Araras, São Paulo (onde morava). Chegando lá, já fui recepcionado por um atendente, do qual me deu total suporte: Me perguntou do que eu precisava, ao responder ele deu sugestões de guitarras relacionadas ao tipo de som, citou suas preferências e apresentou praticamente todos os modelos acessíveis de acordo com o que eu disse que poderia pagar. Até ofereceu umas mais caras, mas com formas de pagamento facilitadas. Ou seja: Dá gosto de comprar em um lugar como esse. Mesmo que não seja o lugar mais barato, mas você sai de lá com a sensação de ter feito bom negócio, de que o cara manja mesmo. É daqueles que você pode fazer mil perguntas (principalmente do meu tipo, que sou um leigo no assunto) e que responde todas, sem fazer cara torta.

Passou esse ano, eu só retornava à loja para comprar uma ou outra palheta, coisa boba. E poucas semanas atrás, resolvi dar uma olhada em algumas outras lojas (aqui em Curitiba) para ficar por dentro das opções de valores dos equipamentos, pois já estava afim de comprar um amplificador. E como já faz um bom tempo que tento tocar alguma coisa sem o essencial para quem toca guitarra, resolvi passar em algumas lojas para pesquisar modelos e preços. Entrei em uma e fiquei admirando os equipamentos ao redor da loja. E lá fiquei por mais ou menos 10 minutos, sem ser atendido. Tive de ir ao balcão e conversar com o suposto vendedor da loja, pois era como se não tivesse ninguém lá. Tinha gostado de um modelo, era "meia-boca" mas o valor estava atraente. Eu realmente estava com a ideia de comprar, mas o desânimo por parte dos funcionários deixou a desejar. Ele simplesmente perguntou o que eu queria, disse o valor do equipamento e só, nem teve o trabalho de me mostrar e comentar sobre o amp. Saí da loja rapidamente, e não comprei por essa justa questão: O péssimo atendimento.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Redes digisociais

A internet esta te matando. Você acredita?

A modernização é uma palavra perigosa. Engraçado hoje, você relacionar o que é moderno: O que hoje é moderno, amanhã será obsoleto. E a nossa sociedade vive presa nesse sistema do modernismo. Se for levar pelo lado sócio-cultural, tudo isso que vivemos atualmente pode ser mais simples do que parece. Já houve a época do iluminismo, pré-modernismos parte 1, 2 e 3, entre outras "fases" que nossas antigas gerações passaram para a gente. E essa fase que a gente está vivendo, põe um grande medo nas pessoas de dar game over. (como saber se esse medo não existe nas fases antigas?)
Tudo moderniza. Porque antes você tinha de ir à Pharmácia, e hoje você vai à farmácia? o mesmo com o Theatro (aham, que você vai ao teatro!). Porque antes você tinha que "bater pernas" para pechinchar algo para comprar, batendo de loja em loja e hoje você não sai de casa e recebe o produto na tua porta? Isso é modernização: Presa no sistema literário, pelo menos espero que sim. Acontece que a modernização acontece como um forno a lenha: demora para esquentar, mas depois de quente é dificil controlar sua temperatura. É o que há: Vinte anos atrás você comprava um toca discos. Você não se preocupava em guardar dinheiro para comprar o toca discos II, pelo contrário, tinha um alívio do tipo "ufa, comprei!". Hoje não, você compra um iAlgumacoisa pensando no iAlgumacoisa 2. A velocidade de modernização é muito alta, e a de obsolencia é maior ainda. Muitas vezes, quando você acaba de comprar, já ficou pra trás, pois no dia seguinte já lançaram um aparelho superior.
E isso é só uma fração dos problemas mentais da modernização. Há milhares de coisas que mudaram drasticamente, e eu insisto em dizer que foi para pior. Exemplo: Músicas. Que graça tem, comprar música pela internet? comprar é coisa de zero virgula algum por cento né, a maioria baixa na ilegalidade. Antes você tinha o Vinil ou CD, com capinha, na maioria bem feita, com arte no interior, letra das músicas e créditos. Hoje você escuta o som de alguma banda e não sabe nem de quem é. Aquele gosto assíduo de ser um fã número 1 de alguém está acabando aos poucos, pois a internet está criando milhões de "celebridades" de fundos de quintal.
A internet hoje não é mais uma coisa que seja saudável pra ninguém: É uma doença. Quem lê e-mail? Pouca gente. Quem lê jornal de verdade, daqueles impressos? O mundo está migrando para o Cloud Computer. Você acorda e vai pra tela do computador e só a desliga pra dormir.
E o pior de tudo é: saber que as pessoas não vê desvantagem nenhuma no uso da internet, e acha que é as mil maravilhas e que nada de ruim vai acontecer se ela ficar em casa, diante de uma tela. É como quem promove um comercial de bandas de acesso, alegando que se o filhão ficar em casa, é mais seguro do que ele sair na rua para ir numa lan house. É o fim da picada né?
O que eu não consigo entender, é como tudo isso foi chegar à esse ponto. Quem é geek, se recorda de pelo menos ler sobre como foi difícil o início dos computadores pessoais. Há uma cena no filme "Piratas do vale do silício" (Pirates of Sillicon Valey, ou Piratas da informática) em que Steve Jobs oferece uma ideia de computador pessoal para determinado empresário, e ele praticamente ri da cara dele. Hoje qualquer lugar que você entra tem um computador ligado. Isso soa um tom ironico do avanço de 50 anos em 5 de JK, mas falando disso não foi pro Brasil, foi pro Mundo. Só que 50 anos em 5 bytes. 30 milhões de pessoas em 30 milhões de perfils no orkut. E assim vai...

E o lado bom?

Tudo tem seu lado bom como manda a regra. Vai dizer que não é bom tuitar e ver que seu tweet recebeu um RT? de blogar, ou usar o tumblr, facebook e praticamente aprender com o google. Isso é muito legal. Só que a coisa poderia ser mais reservada. As pessoas não poderiam levar tudo isso tão a sério. Eu sou um péssimo exemplo para incentivar o contrário, pois trabalho com internet, conheci minha namorada no twitter e meu atual trabalho foi de contato com um cara que conheci na internet.
Acontece que as coisas não são dosadas. As pessoas esquecem da vida social lá fora, e ficam no computador esperando que alguma coisa de bom caia e que mude a vida dela. Ou tratar o twitter, orkut ou tumblr como pscicólogo para descontar suas tristezas, como se fosse resolver.
Esse senso de internet que ataca o mundo, prende as pessoas na tela e não deixa com que elas vivam a vida como deveria ser vivida, usando o corpo e não só a mente. Daqui vinte anos, o número de pessoas com doenças mentais será absurdamente enorme. Mas internet é uma coisa gostosa...

Google wins, flowless victory. Brutality.

Você não vai sair da sua casa pra ir ler um livro em alguma biblioteca, porque pode baixar um livro pelo google. Você não vai na casa do teu amigo passar uma tarde porque você pode falar com ele por msn. Essa é a doença da internet: deixa as pessoas acomodadas demais. Eu já ouvi comentário do tipo "Pra que eu vou aprender isso, sendo que quando eu precisar, é só procurar no google?" é bem assim :"xou burro mais uso o google." As pessoas não entendem que, por mais seguro que seja o sistema de intercominicação mundial de arquivos hospedados, algum dia, pode cair. E se cair meu amigo, o google não vai poder te salvar.

A essência sendo usada como vício

Acho o sistema de fluxo informacional da internet delirante. Não costumo usar o msn no trabalho, o que torna mais dificil a comunicação quando alguém quer me falar algo. Então hoje um amigo precisava falar urgente comigo, algo de trabalho mesmo, super importante e me mandou um tweet. No mesmo instante, o sistema Push do meu iPod Touch mandou uma mensagem com som mostrando o tweet dele. ou seja, a informação chega até você de um modo extremamente rápido, gratuito e funcional. E como o aparelho estava do meu lado, foi fácil ver o que ele tinha me mandado, assim, consegui falar com ele.
É uma vantagem a parte. Usar esse sistema para esse fim, é uma coisa extraordinária. Mas acredito que esse sistema exagera ou as pessoas abusam dele e não conseguem largar. As pessoas estão cada vez mais, vivendo menos. Deveria haver moderação. Vai numa festa, mande um tweet, a pessoa recebe via push ou sabe lá o que. Ou um convite via facebook. Tem um amigo que não vê há anos? adicione no orkut, mantenha contato. Mas não fazer das redes sociais, a sua rede social, a sua vida, o seu mundo, seu círculo. E é o que a maioria está fazendo: Deixando o mundo de lado, para trocar tweets o dia todo, ou alimentar sua fazenda virtual.

E se...
Um dia as redes sociais acabassem? Imagine num golpe muito ninja, do qual derrubasse as grandes muralhas dos sistemas de rede e levasse pro fundo do poço todas as redes sociais a ponto de ser irreversível. O sistema destruído, os bancos de dados idem, e todos os perfils das pessoas virariam pó. Qual seria a reação mundial? sairiam pela cidade para botar fogo em tudo quanto é canto? Tentariam linchar os geniozinhos criadores das redes ou geraria uma revolta que não é imaginável? E se todo esse sistema global da informação em tempo real sumisse, e as pessoas teriam de ser obrigadas a comprar jornais impressos pela manhã, andar de loja em loja  e fazer seus músculos funcionarem. Dá pra imaginar nossa sociedade hoje, sem computadores?

sábado, 20 de novembro de 2010

Ganhe tempo

Trabalho manual no Illustrator é besteira, use as ferramentas inteligentes e ganhe tempo.

_ Selecionar varios objetos da mesma cor automaticamente: Clique em apenas um. Deseja selecionar todos da mesma cor que voce clicou? vá ao menu Select > Same > Fill Color. Explore as outras opções e seja feliz.

_ duplicar itens na grade sem precisar de grids: Crie um quadrado de 5px por 5px. clique com o direito sobre ele e vá em transform > move. tique a opção preview e dê as cordenadas para ele se mover para o lado. Neste exemplo, vou movê-lo para a direita com um espaço de 5px entre eles. então deixe nos campos: horizontal: 10px e vertical 0. clique em copy. Para duplicar o item, fique pressionando ctrl + D até não querer mais.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tecnologia do SS Titanic

Eis um texto que tenho orgulho de apresentar. Trata-se de um estudo aprofundado sobre as tecnologias presentes no RMS Titanic. Vamos lá.

Construir um navio grande, confortável, luxuoso, bonito e rápido. Esses eram os comuns pontos chaves utilizados pelas companhias de navegação. Falando do Titanic, a primeira a pensar a fundo nesses quesitos foi a Cunard, construindo os navios RMS Mauretania e Lusitania, motivos suficientemente grandes para que a White Star Line fizesse algo maior.

É início do século XX. Todo o sistema de propulsão nesta época, motorização e afins, eram heranças bastante maduras da máquina a vapor, inventada no século XVIII. A época era do início dos carros que começavam a utilizar combustível como gasolina ou álcool (Ford T), mas máquina a vapor era bastante comum (e como única opção) em navios.
O desenvolvimento lógico da tecnologia do Titanic era, além de surpreender, utilizar os últimos recursos tecnológicos presentes na época*, como sistema de telégrafos, propulsão feita por dois hélices laterais (vai motores) e uma turbina central, interior de primeira classe detalhadamente decorado, com artigos caros como madeira e metais nobres. Elevadores, café varanda, lounge, cabines decoradas com cores de paredes diferentes, banho turco, ginásio e uma sala de jantar de fora a fora no navio com capacidade para quinhentas pessoas.
Tudo para superar as características aplicadas nos navios da rival.

*A Cunard ainda estava à frente no quesito velocidade. Ela já utilizava um “quadri-hélice” fazendo com que os navios ganhassem alguns nós a mais. Mas isso não era problema para a White Star Line, já que um motor tão forte quanto iria engolir muito carvão. Então ela decidiu fazer um motor forte, mas se focar muito mais no luxo e conforto aos passageiros.

Motores e Propulsão

Os motores do Titanic eram verdadeiras obras de arte. A composição era três máquinas a vapor, sendo dois motores imensos lateriais (para os respectivos hélices de bronze com três lâminas, esquerdo e direito) e uma turbina central Parsons, de baixa pressão que fazia girar um hélice menor, também de bronze, com três lâminas.

O Funcionamento de uma máquina a vapor

O funcionamento de um motor a vapor depende de uma energia calorífica para realizar sua tarefa. O vapor é resultado da queima de combustível (carvão) vindo de uma fornalha. O calor das fornalhas leva a transformação do estado da água, que esta em estado gasoso (vapor) utiliza um espaço maior que a água em estado líquido em si. A máquina a vapor funciona de acordo com as leis da termodinâmica.
De forma resumida, o calor é considerado uma forma de energia, por tanto pode ser utilizado para trabalho.
O resultado enfim, em casos é quando o vapor em alta pressão atravessa a turbina a fazendo girar. Noutro caso, a energia é utilizada para deslocar um êmbolo em um movimento vaivém.


Simulação do funcionamento do Motor do Titanic


No video é possível ver os cilindros e pistões trabalhando em sua velocidade máxima, assim que o vapor sai da caldeira (que está em expansão). Os motores também continham um eficiente sistema de economia, que reutilizava o vapor que seria desperdiçado como escape. Haviam 29 caldeiras e 159 fornos para distribuir cerca de 8 mil toneladas de carvão.

Dados técnicos:

Motores:

Altura: 9,14 metros
Peso: 1,000 toneladas
Força: 16,000 HP (Horse Power, ou 16,000 cavalos)
Diâmetro do Cilindro (HP): 1371,6 mm (54″)
Diâmetro do cilindro IP (força intermediária): 2133,6 mm (84″)
Diâmetro do cilindro LP (pressão baixa): 2463,8 mm (97″)

Turbina:
Pressão PSI (Pounds per square inch – Libras por polegada quadrada): 9 PSI
Força: 16,000 HP

Anteparas

Anteparas são chapas de metal longitudinais ou transversais que serve para delimitar espaço interno no interior dos navios. No caso do Titanic elas também serviam para separar os compartimentos estanques.
Ele possuia quinze anteparas de 1/2″ que o divida em dezesseis compartimentos estanques. As anteparas eram fechadas por comportas a prova d’água, uma tecnologia que ajudou torná-lo praticamente insubersível. Isso garantia que o navio flutuasse com quatro compartimentos cheios d’água. Porém no ato de seu acidente, o Iceberg abriu uma extensão de buracos de mais ou menos noventa metros atingindo até o sexto compartimento. Por isso o naufrágio foi inevitável.

Chaminés

O escape das máquinas era distribuído por três chaminés, de 19 metros de comprimento. Porém existia uma quarta chaminé, mas este último não exercia sua verdadeira função. A White Star colocou a quarta chaminé para deixá-lo com um aspecto mais impressionante. Mas servia também para otimizar a ventilação local.

O corpo das chaminés

As chaminés do Titanic, tal como do Olympic e Britannic tinham exatamente os mesmos tamanhos e respeitavam a mesma ordem de função (a quarta chaminé sempre por estética). Elas tinham dezenove metros de altura e eram visivelmente presas ao convés por doze reforçados cabos de aço cada.

Cores

As chaminés dos navios de época eram coloridas para distinguir-se de suas companhias rivais. Era uma das outras características que envolve este assunto, pois que os conhecia, saberia de longe qual navio pertence a qual companhia. Os navios da White Star Line tinham a chaminé com o corpo colorido e com a ponta pintada de preto. Mas afinal, qual a correta tonalidade da chaminé do Titanic? Amarela, Laranja, Vermelha?
É interessante que, em filmes, ilustrações, pinturas e desenhos, há uma grande variação de tonalidades aplicadas no corpo das chaminés. É difícil saber exatamente o tom de cor aplicado nas chaminés do Titanic e fica mais difícil ainda com as grandes variações que circulam.
O filme “Titanic” lançado em 1997 mostra com riqueza de detalhes os quatro cantos do Titanic de forma bastante fiel, mas também possui as chaminés laranja com um tom bastante forte. Em cenas, parecem vermelhas. Noutras, são mais claras. Uma coisa é certa: em todas as ilustrações, filmagens e réplicas do Titanic sempre colocam uma pequena faixa amarela no casco, dividindo a área preta dos decks superiores, brancos. Elas costumam ter uma tonalidade amarelo ouro, mais voltada para o laranja. Seria estranho e desordenado, por parte da White Star, pintar uma faixa amarela no casco e as chaminés de vermelho. Então para manter a sintonia e combinação de cores, é bem provável que as chaminés tinham a mesma cor da faixa que percorre o casco de fora a fora. Por este lado, as chaminés teriam uma tonalidade amarela “ouro”, voltada para o laranja.

Telégrafos Marconi

O Titanic era equipado como anteriormente citado, com itens de tecnologia de ponta. Havia dois telégrafos Marconi instalados no Titanic, o que possibilitava uma comunicação sem fio. A instalação dos telégrafos era ligada em três principais partes do navio da seguinte forma:

Estação 1: Ponte de comando, logo abaixo da primeira chaminé. Ali era o ponto principal de comando do navio.

Estação 2: Plataforma de partida, localizada na sala alternativa dos motores. Aqui continha os controladores dos motores do navio.

Estação 3: Tombadilho. Localizado na popa, é praticamente um andar de observação superior. Serve também como um posto de emergência, se caso o timão principal apresentar qualquer defeito, ela servirá para manobrar o navio.

Fonte: titanic.marconigraph.com

Âncoras

O Titanic era equipado com 5 mega-âncoras de peso. E que peso. Havia uma âncora pouco menor na popa próximo da bandeira. Inclusive, ela ficava presa bem próxima à balaustrada, que do lado de fora havia uma placa com um aviso em vermelho (NOTICE: THIS VESSEL HAS TRIPE-SCREWS, KEEP CLEAR OF THE BLADES). Na proa, tinha duas lindas e pesadas âncoras de cada lado do casco, que eram operadas por gigantes correntes que ficavam na parte superior do deck. No mesmo local onde ficam as correntes bem na ponta da proa há outra âncora, a central, que pesa pouco mais de 15 toneladas. O peso era tão grande, que foi preciso por um pequeno guindaste para erguê-la. As âncoras foram produzidas por Noah Hingley & Sons of Netherton. O modelo ainda é utilizado nos dias de hoje.
O custo de uma âncora como aquela gira em torno de 34, 000 Euros.

Segurança

O Titanic era equipado com vinte botes salva-vidas, sendo dezesseis fixos e quadro desmontáveis. Não era suficiente para todos a bordo, apenas para pouco mais da metade. Entretanto havia coletes salva vidas para todos a bordo. Nem todos os botes foram lançados com passageiros, eis um dos motivos para a maioria ter um final absolutamente trágico. Após o desastre do Titanic, foi obrigatório por lei que os transatlânticos tivessem botes suficientes para todos a bordo.