quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tecnologia do SS Titanic

Eis um texto que tenho orgulho de apresentar. Trata-se de um estudo aprofundado sobre as tecnologias presentes no RMS Titanic. Vamos lá.

Construir um navio grande, confortável, luxuoso, bonito e rápido. Esses eram os comuns pontos chaves utilizados pelas companhias de navegação. Falando do Titanic, a primeira a pensar a fundo nesses quesitos foi a Cunard, construindo os navios RMS Mauretania e Lusitania, motivos suficientemente grandes para que a White Star Line fizesse algo maior.

É início do século XX. Todo o sistema de propulsão nesta época, motorização e afins, eram heranças bastante maduras da máquina a vapor, inventada no século XVIII. A época era do início dos carros que começavam a utilizar combustível como gasolina ou álcool (Ford T), mas máquina a vapor era bastante comum (e como única opção) em navios.
O desenvolvimento lógico da tecnologia do Titanic era, além de surpreender, utilizar os últimos recursos tecnológicos presentes na época*, como sistema de telégrafos, propulsão feita por dois hélices laterais (vai motores) e uma turbina central, interior de primeira classe detalhadamente decorado, com artigos caros como madeira e metais nobres. Elevadores, café varanda, lounge, cabines decoradas com cores de paredes diferentes, banho turco, ginásio e uma sala de jantar de fora a fora no navio com capacidade para quinhentas pessoas.
Tudo para superar as características aplicadas nos navios da rival.

*A Cunard ainda estava à frente no quesito velocidade. Ela já utilizava um “quadri-hélice” fazendo com que os navios ganhassem alguns nós a mais. Mas isso não era problema para a White Star Line, já que um motor tão forte quanto iria engolir muito carvão. Então ela decidiu fazer um motor forte, mas se focar muito mais no luxo e conforto aos passageiros.

Motores e Propulsão

Os motores do Titanic eram verdadeiras obras de arte. A composição era três máquinas a vapor, sendo dois motores imensos lateriais (para os respectivos hélices de bronze com três lâminas, esquerdo e direito) e uma turbina central Parsons, de baixa pressão que fazia girar um hélice menor, também de bronze, com três lâminas.

O Funcionamento de uma máquina a vapor

O funcionamento de um motor a vapor depende de uma energia calorífica para realizar sua tarefa. O vapor é resultado da queima de combustível (carvão) vindo de uma fornalha. O calor das fornalhas leva a transformação do estado da água, que esta em estado gasoso (vapor) utiliza um espaço maior que a água em estado líquido em si. A máquina a vapor funciona de acordo com as leis da termodinâmica.
De forma resumida, o calor é considerado uma forma de energia, por tanto pode ser utilizado para trabalho.
O resultado enfim, em casos é quando o vapor em alta pressão atravessa a turbina a fazendo girar. Noutro caso, a energia é utilizada para deslocar um êmbolo em um movimento vaivém.


Simulação do funcionamento do Motor do Titanic


No video é possível ver os cilindros e pistões trabalhando em sua velocidade máxima, assim que o vapor sai da caldeira (que está em expansão). Os motores também continham um eficiente sistema de economia, que reutilizava o vapor que seria desperdiçado como escape. Haviam 29 caldeiras e 159 fornos para distribuir cerca de 8 mil toneladas de carvão.

Dados técnicos:

Motores:

Altura: 9,14 metros
Peso: 1,000 toneladas
Força: 16,000 HP (Horse Power, ou 16,000 cavalos)
Diâmetro do Cilindro (HP): 1371,6 mm (54″)
Diâmetro do cilindro IP (força intermediária): 2133,6 mm (84″)
Diâmetro do cilindro LP (pressão baixa): 2463,8 mm (97″)

Turbina:
Pressão PSI (Pounds per square inch – Libras por polegada quadrada): 9 PSI
Força: 16,000 HP

Anteparas

Anteparas são chapas de metal longitudinais ou transversais que serve para delimitar espaço interno no interior dos navios. No caso do Titanic elas também serviam para separar os compartimentos estanques.
Ele possuia quinze anteparas de 1/2″ que o divida em dezesseis compartimentos estanques. As anteparas eram fechadas por comportas a prova d’água, uma tecnologia que ajudou torná-lo praticamente insubersível. Isso garantia que o navio flutuasse com quatro compartimentos cheios d’água. Porém no ato de seu acidente, o Iceberg abriu uma extensão de buracos de mais ou menos noventa metros atingindo até o sexto compartimento. Por isso o naufrágio foi inevitável.

Chaminés

O escape das máquinas era distribuído por três chaminés, de 19 metros de comprimento. Porém existia uma quarta chaminé, mas este último não exercia sua verdadeira função. A White Star colocou a quarta chaminé para deixá-lo com um aspecto mais impressionante. Mas servia também para otimizar a ventilação local.

O corpo das chaminés

As chaminés do Titanic, tal como do Olympic e Britannic tinham exatamente os mesmos tamanhos e respeitavam a mesma ordem de função (a quarta chaminé sempre por estética). Elas tinham dezenove metros de altura e eram visivelmente presas ao convés por doze reforçados cabos de aço cada.

Cores

As chaminés dos navios de época eram coloridas para distinguir-se de suas companhias rivais. Era uma das outras características que envolve este assunto, pois que os conhecia, saberia de longe qual navio pertence a qual companhia. Os navios da White Star Line tinham a chaminé com o corpo colorido e com a ponta pintada de preto. Mas afinal, qual a correta tonalidade da chaminé do Titanic? Amarela, Laranja, Vermelha?
É interessante que, em filmes, ilustrações, pinturas e desenhos, há uma grande variação de tonalidades aplicadas no corpo das chaminés. É difícil saber exatamente o tom de cor aplicado nas chaminés do Titanic e fica mais difícil ainda com as grandes variações que circulam.
O filme “Titanic” lançado em 1997 mostra com riqueza de detalhes os quatro cantos do Titanic de forma bastante fiel, mas também possui as chaminés laranja com um tom bastante forte. Em cenas, parecem vermelhas. Noutras, são mais claras. Uma coisa é certa: em todas as ilustrações, filmagens e réplicas do Titanic sempre colocam uma pequena faixa amarela no casco, dividindo a área preta dos decks superiores, brancos. Elas costumam ter uma tonalidade amarelo ouro, mais voltada para o laranja. Seria estranho e desordenado, por parte da White Star, pintar uma faixa amarela no casco e as chaminés de vermelho. Então para manter a sintonia e combinação de cores, é bem provável que as chaminés tinham a mesma cor da faixa que percorre o casco de fora a fora. Por este lado, as chaminés teriam uma tonalidade amarela “ouro”, voltada para o laranja.

Telégrafos Marconi

O Titanic era equipado como anteriormente citado, com itens de tecnologia de ponta. Havia dois telégrafos Marconi instalados no Titanic, o que possibilitava uma comunicação sem fio. A instalação dos telégrafos era ligada em três principais partes do navio da seguinte forma:

Estação 1: Ponte de comando, logo abaixo da primeira chaminé. Ali era o ponto principal de comando do navio.

Estação 2: Plataforma de partida, localizada na sala alternativa dos motores. Aqui continha os controladores dos motores do navio.

Estação 3: Tombadilho. Localizado na popa, é praticamente um andar de observação superior. Serve também como um posto de emergência, se caso o timão principal apresentar qualquer defeito, ela servirá para manobrar o navio.

Fonte: titanic.marconigraph.com

Âncoras

O Titanic era equipado com 5 mega-âncoras de peso. E que peso. Havia uma âncora pouco menor na popa próximo da bandeira. Inclusive, ela ficava presa bem próxima à balaustrada, que do lado de fora havia uma placa com um aviso em vermelho (NOTICE: THIS VESSEL HAS TRIPE-SCREWS, KEEP CLEAR OF THE BLADES). Na proa, tinha duas lindas e pesadas âncoras de cada lado do casco, que eram operadas por gigantes correntes que ficavam na parte superior do deck. No mesmo local onde ficam as correntes bem na ponta da proa há outra âncora, a central, que pesa pouco mais de 15 toneladas. O peso era tão grande, que foi preciso por um pequeno guindaste para erguê-la. As âncoras foram produzidas por Noah Hingley & Sons of Netherton. O modelo ainda é utilizado nos dias de hoje.
O custo de uma âncora como aquela gira em torno de 34, 000 Euros.

Segurança

O Titanic era equipado com vinte botes salva-vidas, sendo dezesseis fixos e quadro desmontáveis. Não era suficiente para todos a bordo, apenas para pouco mais da metade. Entretanto havia coletes salva vidas para todos a bordo. Nem todos os botes foram lançados com passageiros, eis um dos motivos para a maioria ter um final absolutamente trágico. Após o desastre do Titanic, foi obrigatório por lei que os transatlânticos tivessem botes suficientes para todos a bordo.

 

sábado, 18 de setembro de 2010

Breve nota sobre os inquéritos do naufrágio do SS Titanic

Antes mesmo dos sobreviventes chegarem à Nova Iorque, as investigações estavam preparadas para tentar descobrir o que de fato ocorreu na noite do naufrágio. O senado dos Estados Unidos deu início a um inquérito sobre a catástrofe em 19 de abril, um dia após o navio Carpathia chegar à Nova Iorque. O presidente do inquérito, senador William Alden Smith reuniu contas, por parte dos passageiros e tripulação. Smith também solicitou a intimação dos cidadãos britânicos enquanto estavam em solo americano. Isso fez com que todos os sobreviventes fossem impedidos de voltar as suas respectivas cidades antes de responder ao inquérito, que durou até 25 de maio.

A câmara britânica foi dirigida por Lord Mersey. O inquérito britânico ocorreu entre 2 de maio e 3 de julho. Cada um tomou depoimento dos passageiros e tripulantes do Titanic, o capitão do Carpathia (navio que resgatou os sobreviventes) Arthur Rostron entre outros. As investigações primordialmente concluíram que, havia muitas irregularidades técnicas no Titanic, fazendo com que algumas leis fossem acrescentadas e outras alteradas. Várias melhorias de segurança foram implementadas para navios de rotas transatlânticas, incluindo o acesso total ao navio para a saída dos passageiros, botes salva-vidas suficientes para todos a bordo, realização de exercícios de segurança, comunicações via rádio, etc. Foi concluído também que, o Titanic possuia botes salva-vidas suficientes para todos de primeira classe, e não para os demais de classes inferiores. A maioria dos passageiros de segunda e terceira classe não fazia ideia de onde se localizava o convés dos botes, muito menos alguma forma de como chegar ao mesmo. A localização no navio era feita por placas, isso mudou mais tarde, colocando plantas de cada andar em quadros nas paredes.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Robert Ballard

Nascido em 30 de junho de 1942, Robert Duane Ballard é um oceanógrafo que ficou conhecido justamente pela descoberta de navios famosos, e pelo seu trabalho em arqueologia subaquática.
Ballard cresceu em Pacific Beach, em San Diego na Califórnia. Em 1962, começou a trabalhar para Andreas Rechnitzer’s Ocean Systems Group da North American Aviation. Em 1965, foi graduado pela Universidade da Califórnia em química e geologia.
Seu primeiro mergulho em um submersível, foi em 1969, ao largo da costa da Flórida. Em 1970, começou um projeto de mapeamento da área do Golfo do Maine para sua tese de doutorado.

Buscando o Titanic

A notícia correu o mundo. Em 1985, O oceanógrafo Dr. Robert Ballard descobriu os destroços do Titanic. Os brilhantes olhos de fãs, amadores e até mesmo sobreviventes, puderam ver as caras do navio falado durante todo o século. Durante a expedição, Ballard comprovou: O Titanic, realmente havia partido em dois. Sua aparência, não era das melhores, mas a emoção de vê-lo novamente, foi muito maior de quando ele estava em cima do mar.

Abordo do navio de investigação francês Le Suroît, em 1985 Ballard começou a fazer uma varredura a procura do Titanic. Ele precisou ser transferido para um navio de Woods Hole. A viagem estava para ser financiada pela Marinha, mas ela não estava interessada em gastar uma nota valiosa para esta ocasião, mas de outro lado estava interessada em descobrir o que acontecera com o grande vapor.
Em um acordo feito com a Marinha, Ballard conseguiu o financiamento para a expedição do Titanic. Em 22 de agosto de 1985 descobriram finalmente descobrem um rastro de destroços, provavelmente do Titanic. O navio em si foi descoberto no dia primeiro de setembro do mesmo ano, porém foi pouco explorado. Em 12 de julho de 1986, a equipe retornou ao sítio arqueológico do Titanic a bordo do Atlantis II, para os primeiros estudos concretos do navio, e dera início à remoção dos artefatos. Atualmente, a empresa RMS Titanic, Inc., detém os direitos dos artefatos e há mais de 6 mil artefatos catalogados que fora removidos.

A exploração dos Destroços

A NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) contém em seu site, o diário de bordo, filmagens e slideshows da exploração do navio. Devido às inúmeras explorações e artigos contidos no site, abaixo estão os links diretos das páginas do Titanic, inclusive, você pode ter acesso a imagens em alta resolução da proa do navio.

NOAA Ocean Explorer: RMS Titanic Expedition 2003
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/03titanic/welcome.html

NOAA Ocean Explorer: RMS Titanic Expedition 2004
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/edu/edu.html

High Resolutions Wreck images:
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/welcome.html

The Bow exploration video: (Quicktime):
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/media/movies/titanic2004_qt640.html

NOAA Ocean Explorer Titanic Gallery:
http://oceanexplorer.noaa.gov/gallery/cultural/cultural.html#titanic

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Edward John Smith

Capitão Edward John Smith, apenas conhecido como Smith foi quem comandou a viagem inaugural do Titanic. Era fim de carreira, o experiente capitão estava prestes a se aposentar, mesmo se o Titanic não tivesse afundado, seria o último de sua carreira que iria comandar.

Resumo

Edward John Smith (27 janeirmo de 1850 – 15 de abril de 1912) nasceu em Hanley, Stoke-on-Trent. Em 12 de julho de 1887, casou-se com Sarah Eleanor, com quem teve sua filha Helen Melville Smith, que nasceu em Waterloo, Lancashire, em 1898. A família vivia em Southampton.

Smith, o capitão

Smith se juntou a White Star Line em março de 1880, como o quarto oficial do navio Celtic. Em 1887, ele recebeu seu primeiro comando da White Star Line, comandando então o SS Republic. Em 1888, ganhou seu certificado de mestrado e ingressou na Royal Naval Reserve, que se classificava como um tenente. Isso significava que, em tempos de guerra, Smith poderia ser chamado para servir a Marinha Real.
Em 1895, foi capitão do Majestic, do qual ficou por nove anos. Quando se iniciou a guerra dos Boers em 1899, Smith foi chamado para o transporte de tropas no Majestic para a Colônia do Cabo. Duas viagens foram feitas até a África do Sul, sem incidentes. Smith ganhou a Medalha de transportes em 1903, então foi considerado como um capitão “confiável”.
Pouco tempo depois, tornou-se o comodoro da White Star Line. Alguns passageiros só embarcariam se o navio fosse comandado por ele. Ele ficou conhecido como o “Capitão dos milionários” porque a classe alta da Inglaterra geralmente eram os únicos que pediam para ele estar no comando dos navios. Depois que ele se tornou comodoro em 1904, virou rotina para Smith comandar os navios mais novos.
Em 1904, foi dado o comando de um dos maiores navios do mundo na época, o Baltic. Sua viagem inaugural de Liverpool a Nova Iorque foi um sucesso. Após três anos comandando o Baltic, Smith foi chamado para comandar outro navio enorme, o Adriatic. A viagem também foi um sucesso. Durante seu comando neste navio, Smith recebeu uma promoção para comandante. Ele passava a assinar seu nome como “Comandante Edward John Smith, RD, RNR”.
Ele foi considerado um dos capitães mais experientes, e por isso foi chamado para assumir o comando do mais novo trio de navios da White Star (e maiores também): O Olympic. A viagem inaugural de Liverpool a Nova Iorque foi um sucesso, e concluída em 21 de Junho de 1911. Mas houve alguns incidentes com o grande Olympic. Em 20 de setembro de 1911, houve uma colisão com o HMS Hawke. Embora o acidente abriu dois compartimentos do Olympic cheios e um de seus eixos de hélice totalmente torcido, ele foi capaz de voltar para Southampton. No inquérito, o Olympic tomou a culpa do incidente, devido a seu gigantesco tamanho, do qual pode ter gerado uma sucção que puxou o HMS Hawke a seu lado.

Em tempo: Este e outros pequenos incidentes com o Olympic foram responsáveis pelo atraso da construção do Titanic. Algumas peças foram retiradas dele, para reparar danos no Olympic.

Fim de carreira: a bordo do RMS TITANIC

Em 1912, o experiente capitão Smith foi nomeado novamente para comandar o maior transatlântico da época: O RMS Titanic. Algumas fontes diziam que, Smith decidiu se aposentar após completar a viagem inaugural do Titanic, um artigo na manhã de Halifax Chronicle em 9 de abril de 1912, afirmava que o capitão permaneceria no comando do Titanic até que a empresa (White Star Line) aposentasse o grande vapor.
10 de abril de 1912. Dia da grande viagem. Smith toma um táxi, vestindo um casaco longo e chapéu para ir até as docas de Southampton. Após sua partida ao meio dia, a grande quantidade de água deslocada causou um imprevisto: uma aproximação exagerada com o SS New York. Por sorte, os funcionários da White Star conseguiram evitar a colisão.
Smith morreu no Titanic e seu corpo nunca foi encontrado. Não se sabe como o Capitão desapareceu. Fontes afirmam que Smith entrou na ponte alguns minutos antes da quebra.

Atualmente, Edard John Smith é um nome que se deve respeito a todos aqueles que seguem uma carreira naval ou que apenas admira (como eu). Ele foi um herói em navegações passadas e um exemplo digno de um bom capitão. Atualmente em Beacon Park, Lichfield na Inglaterra, há uma estátua feita em sua homenagem.

sábado, 28 de agosto de 2010

A little respect

Música boa dos anos 80. Pra lembra de minha mãe que faz aniversário hoje.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Porque não odeio a Microsoft

Empresa "paga-pau" da Apple? Engano!

Qualquer Apple fan-boy tem raiva da Microsoft. Não só eles, webdesigers também. A começar pelo Internet Explorer, além de ruim, para nós, sobreviventes programadores da internet sofremos muito com os IE hacks que precisamos fazer para que o site do nosso cliente funcione bem no dito cujo. E o Windows, cheio de vírus, travamentos e... Mas peraí, só estou falando mal?

Ok, problemas que a Microsoft enfrenta. Inúmeras reclamações dos usuários, mas ninguém deixa de usá-los. O Microsoft Zune foi rápidamente engolido pelo iPod, mas ainda tá de pé. Poucos conhecem, mas ele ainda existe. Particularmente, eu quero ter um Zune. É um aparelho legal.

Ao contrário do que pode parecer, a Microsoft não copiou ninguém (em partes). Não que eu queira defendê-la, mas sim, ela praticamente copiou o Dashboard do Mac OS X Tiger no Vista, mas a barra de menu transparente do Leopard coincide com a barra transparente do Windows... Ou seja, um copiou o outro. E lá no passado, quando começou a era da computação gráfica, a Apple revolucionou com a interface gráfica e o mouse. Bill gates ficou maluco e quis algo igual, então pouco depois surgiu o Windows com taskbar. Mas a ideia de Interface gráfica não foi da Apple, mas sim da Xerox, legalmente comprada para uso próprio.

A Microsoft tem um sistema operacional ruim, mas faz produtos ótimos. Como o Zune, teclados e mouses super confortáveis, webcams e até serviços. Até quem usa mac as vezes prefere o Microsoft Office.

A Apple faz produtos mágicos, mas ela não é perfeita e nem dona do mundo ;)

domingo, 8 de agosto de 2010

Acontece.

Você vive hoje num mundo cortado em dois, queira ou não. E eu não estou falando do mundo não-globalizado, mas sim da realidade virtual contra realidade que por ventura podemos chamar de sólida. Aquilo que para seu avô era distante da realidade, hoje é natural pra você, e vice-versa em alguns casos.
Estamos hoje vivendo uma preocupação social interessada nos bens naturais, tais como água e área verde do planeta, o que rende assuntos para discussão projetados em um leque com lâminas infinitas. E mais uma vez dividido em dois: aqueles que de fato acreditam e, por boa vontade ajudam e pensam em soluções para melhorias, e aqueles que sabem, se passam por preocupados e tenta achar um meio viável de obter lucro financeiro em cima de pesquisas que aparentam ser amigas do meio ambiente.
Somos de direita, esquerda, ou até mesmo centrista, mas esses últimos compilam idéias que pendem mais para um de ambos os lados, o que corta o mundo em dois novamente. Alguma vez a União Soviética foi uma confusão? Ou era organização para fim de uma confusão econômica? Potencias mundiais estabelecidas ou pré estabelecidas? e hoje, com o fim dela tornou-se uma confusão maior ainda ou mais controlada? Nova ordem mundial funciona? talvez sim ou não, depende do ponto de vista, mas ela certamente tende a cair para um lado.
O lado interessante da coisa é que praticamente tudo se divide em dois. Mesmo quando se trata de exemplo. Exemplo de cidadania, por exemplo. Dá-se exemplo, se executa exemplo. Acho engraçados aqueles que criticam parvamente o próprio homem por poluir rios e mares, sendo que esta mesma pessoa na rua joga sua latinha de refrigerante em bueiros, ou lança um papel de salgadinho pela janela do carro. Ela pode não saber, mas xingou ela mesma!
Quem ri de índio em cena de apuros, mas que nunca se viu no espelho diante de uma situação desesperadora. Ou pior quem põe fogo em um como se fosse um objeto.
Criticar e não aceitar críticas. Os prós e contras de atitudes moral que perturbam a mente de milhares de cidadãos, dignos ou não. A plena vontade de dominar o uso de outra língua, ou não conseguir pronunciar sua própria língua, por culpa de inúmeros motivos. Engraçado é essa pessoa rir de quem bem domina. A crônica de saber o que é certo e o que é errado. Quem hoje sabe o que é certo e errado? Dois extremos novamente, que divide o mundo e a mente em dois planos.
O choque, o colapso, a vontade infantil de consumismo, o poder da propaganda a ponto de deixar as pessoas com fome, com vontade, de desenvolver uma ira interna querendo, querendo, querendo tudo aquilo que é visto diante da televisão.
Falso patriotismo. Quem de uma nação pertence, com desejo de pertencer à outra, pelo intuito de otimizar sua situação cultural, em busca daquilo que lhe aparenta melhor, tornando-se independentemente intelectual sendo considerado cidadão da dita cuja nação. Infelizes sejam, com seu local natal, talvez por ventura falta de aprendizado, ou ausência de ensinamento político aplicado em sua carreira educacional. Sim, estou falando do Brasil. Aqueles que sofrem por não ter um lar, não ter o que comer não ter nenhuma estabilidade social/econômica. Aqueles que sofrem por ter um lar, mas prestes a perder. Aqueles que sofrem por não ter dinheiro para comprar um carro novo. Aqueles que sofrem pela morte de um querido. Todos sofrem de um jeito ou de outro. E há também aqueles que ficam felizes por ganhar na loteria, por encontrar o amor da sua vida, por passar num vestibular, ganhar um carro ou um presente desejado. Há aqueles que ficam felizes justamente por ser feliz, sem dar conta do que tem ou daquilo que não tem que não reclama de nada, e agradece o pouco que tem. Aqueles que choram por tristeza ou por alegria, que choram por vontade de chorar, que choram por machucados causados por palavras poderosas.
Aqueles que choram para conseguir o que quer aqueles que choram por gostar de chorar. Estamos falando daqueles… E estes? Cadê a divisão mundial? Há aqueles e estes, elas e eles, eu, tu ele, singular e plural, consta-se na regra gramatical. Neste mundo “estes” não existem. O homem deu um jeito de chamar aqueles de estes, apenas mudando regras linguísticas.
Um navio afunda, um avião cai, carros colidem, se explodem, viram pó. A natureza constrói e destrói, facilita e dificulta. Não sabemos nada a toa. O propósito de tudo pode ser o óbvio ou o complexo. As coisas só são fáceis quando seu inconsciente está preparado pra isso. Elas são difíceis para que você desenvolva algo, mesmo que isso possa impor decisões que levam a alterar alguma rotina ou costume seu. A divisão é dupla. O cérebro, conhecido por duas partes.
É, isso acontece.